O que é a Campanha da Fraternidade?

A Campanha da Fraternidade é uma de tantas outras formas de fazer a evangelização acontecer no nosso Grande Brasil. Quem realiza a CF é um evangelizador. Com a participação de todos os homens e mulheres de boa vontade, todos que assumem um trabalho como o da Campanha da Fraternidade está realizando um grande auxilio à Jesus Cristo e a nossa Igreja Católica no Brasil e no mundo, pois o que se quer é um mundo melhor com os estudos realizados em todas as Campanhas da Fraternidade. Uma pequena idéia que se teve no Rio Grande do Norte e que em 1964 é assumida por toda Igreja no Brasil, mostra que vale a pena participar dessa forma de ser Igreja. A Campanha da Fraternidade, fundamentalmente, é programa global conjunto de evangelização. A Palavra anunciada desperta a fé, a conversão e a inserção na vida comunitária, conduz à vida sacramental e faz desabrochar para a vida fraterna, para o serviço, para o estabelecimento de novas relações sociais. Não há verdadeira evangelização sem o compromisso pessoal, social e comunitário de transformação do mundo segundo critérios evangélicos. Quem acolhe o anúncio do Evangelho vive como Jesus viveu, adere "ao programa de vida - vida doravante transformada - que Ele propõe, ao ‘mundo novo’, ao novo estado de coisas, à nova maneira de ser, de viver, de estar junto com os outros, que o Evangelho inaugura" (EN 23). Esta adesão se expressa em gestos concretos.

Como realizá-la?

Existe uma proposta para toda Igreja no Brasil que pode ser adaptada para a nossa realidade. Vejo que vale a pena perceber os benefícios dessa idéia para um bom desempenho da CF.

Antes da Campanha: a) encomenda dos subsídios para as paróquias, comunidades religiosas, colégios, meios de comunicação, movimentos de Igreja; b) encontro diocesano para estudo do texto base, busca comum da melhor forma de utilizar as diversas peças da Campanha, definição de atividades comuns nas paróquias, intercâmbio de informações e subsídios, sugestão ou escolha do gesto concreto; c) programação do lançamento; d) constituição de equipes para atividades específicas; e) informação e repasse de subsídios alternativos.

Durante a Campanha: a) acompanhamento das diversas equipes; b) verificação do andamento das atividades comuns programadas; d) contatos com as paróquias para perceber o andamento da Campanha; e) conferir se os subsídios chegaram a todos os destinatários em potencial; "alimentar" com pequenos textos motivadores ("release") os meios de comunicação, colégios e outros segmentos. Depois da Campanha: a) encontro diocesano de avaliação; b) redação e envio da síntese da avaliação à equipe regional; c) participação no encontro regional de avaliação; d) repasse às equipes paroquiais da avaliação regional e outras informações; e) concretização do gesto concreto e garantia do repasse da parte da coleta para a CNBB Regional e Nacional; f) repasse, ao longo do ano, às paróquias de subsídios oportunos sobre o tema da CF. Como pode ser executada a CF?

Cada Regional da CNBB tem uma equipe de trabalhos que assessora às dioceses com eventos para que se tenha uma boa execução das propostas de cada CF. O estado de São Paulo é o Regional Sul I da CNBB. A Diocese de Santo André está no Sub regional SP II com mais outras dioceses (Campo Limpo, Guarulhos, Mogi da Cruzes, Osasco, Santos, Santo Amaro, São Miguel Paulista). Cada diocese contem um coordenado e um padre assessor e com mais alguns componentes que fazem juntamente com as outras pessoas de toda a diocese, o bispo, os padres, os (as) religiosos (as), os agentes de pastoral e todo o povo de Deus faz acontecer a CF na diocese e nas paróquias.

Onde acontece a CF?

A Campanha da Fraternidade nas diocese e nas paróquias, mas se percebe que ela acontece mesmo é nas famílias, nos grupos e nas comunidades eclesiais articulados pela paróquia. Como em relação a outras atividades pastorais, o papel do pároco ou da equipe presbiteral é preponderante. Mesmo que, por vezes, muitas coisas aconteçam bem sem ou até apesar do pároco, tudo anda melhor quando ele estimula, incentiva, articula e organiza a ação pastoral. Em toda paróquia com dinamização pastoral, não faltarão equipes para todos os serviços, o Conselho Paroquial de Pastoral, e outros organismos necessários. A equipe de coordenação pastoral, por si ou pela constituição de comissão específica, garantirá a Campanha da Fraternidade.

Gesto(s) Concreto(s) da CF

A Campanha da Fraternidade acontece no tempo da Quaresma para nos preparar para um gesto de conversão do coração e no sé proposto um gesto concreto, esse gesto e os exercícios quaresmais nos leva em preparação à Páscoa. Estes gestos podem ser de: oração, necessária para discernir a realidade, ver a missão de cada cidadão brasileiro e do cristão comprometido em face da situação de todos os marginalizados na história de nosso País; jejum, que ganha conotação de compromisso com a população empobrecida, em permanente jejum forçado por não ter acesso à educação, ao trabalho, à moradia, à cultura, ao exercício pleno da cidadania. Os que têm o suficiente são chamados a jejuar livremente, num ato de culto a Deus através dos bens materiais. São chamados, também, a renunciarem à convivência com os mecanismos de opressão e marginalização para todas as pessoas viverem como irmãos; esmola, vivenciada através da partilha e da libertação. Para isso é essencial não apenas dar esmola, mas transformar-se em "esmola" (doação), aliando-se a todos, a partir dos oprimidos e discriminados em sua aspiração por verdadeira fraternidade. Por isso, gestos de promoção humana libertadora. Diante de quem tem fome, de quem não tem roupa, não tem casa, está doente, está preso ou morto há ações imediatas indispensáveis: dar de comer, matar a sede, vestir, abrigar, visitar, sepultar. Mas o dar de comer e matar a sede é também empenhar-se para que todos consigam capacitação profissional, emprego digno e salário justo; é buscar estruturas que não gerem a fome dos irmãos. Vestir é também trabalhar por todos os despojados, devolvendo-lhes a dignidade, possibilitando o retorno ao convívio social. Abrigar o peregrino é também acolher o migrante e promover sua integração na comunidade, batalhar para que todos tenham acesso à terra para trabalhar, promover uma política que não crie sempre mais novos sem-teto, sem terra e sem dinheiro. Visitar doentes é também criar novos serviços de assistência médica e hospitalar. Visitar os presos é também garantir-lhes assistência jurídica, proteger os direitos humanos do preso e criar condições de vida digna que contribuam para diminuir a criminalidade.A variedade de gestos que cada um/a pode realizar ao longo da quaresma, concretizando sua caminhada de conversão, é imensa. Mas há um gesto concreto comum a todos: é a coleta da Campanha da Fraternidade - a contribuição financeira. No final da Campanha, cada comunidade é chamada a um gesto generoso, cuja destinação não contemplará apenas necessidades dela. Pela sua doação, a comunidade vai ajudar a Igreja desenvolver obras de promoção humana e a sustentar a ação pastoral. Certamente não há Diocese do Brasil que não tenha já recebido ajuda de irmãos e instituições eclesiais de outros países. Numerosas paróquias e comunidades receberam ajuda financeira de entidades católicas do estrangeiro para as mais diversas finalidades: construção de igrejas, de centros comunitários, programas de formação, seminários... Na coleta da Campanha, cada comunidade dá conforme pode. Se ela tem pouco, dá pouco. Se tem mais, reparte mais. Se tem muito, partilha muito. O que não pode é ser mesquinha, dar uma sobra por descargo de consciência. A colaboração deve ser generosa, gratuita, solidária e libertadora. A coleta da Campanha da Fraternidade, grande gesto concreto de fraternidade, deve tornar-se logo meio privilegiado para a autosustentação da Igreja no Brasil, garantindo recursos financeiros para ela manter obras sociais, programas de formação de leigos engajados, a infra-estrutura pastoral. A CNBB já recebe razoável recurso desta coleta para preparar a Campanha de cada ano e para as atividades que desenvolve. A destinação da coleta é a seguinte: 45% para a própria paróquia aplicar em programas de promoção humana; 35% para a Diocese aplicar na mesma finalidade; 10% para a CNBB Regional e 10% para a CNBB Nacional. No final da Campanha, quando a comunidade faz a coleta, ela estará oferecendo não apenas dinheiro. Estará oferecendo todo seu esforço quaresmal, sua alegria de dar, sua co-responsabilidade, sua solidariedade fraterna.

CAPACITAÇÃO DE MULTIPLICADORES

1 - INTRODUÇÃO

Como acontece todos os anos, durante o tempo da Quaresma, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB - está realizando mais uma Campanha da Fraternidade, a Campanha da Fraternidade 2003, que tem como tema: “A FRATERNIDADE E PESSOAS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA” e como lema: “LEVANTA-TE VEM PARA OMEIO” (Mc. 3, 3).

2 - TEMPO QUARESMAL E CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Celebrar a Quaresma é reconhecer a presença de Deus na caminhada, no trabalho, na luta, no sofrimento e na dor da vida do povo! A Quaresma é um tempo forte de conversão, de mudança interior, de graça e salvação, onde nos preparamos para viver, de maneira mais intensa, livre e amorosa, o momento mais importante do ano litúrgico e da história da salvação: a Páscoa. O que marca a Quaresma é, sobretudo, sua dimensão pascal: caminho para a Páscoa. A espiritualidade quaresmal é caracterizada também por uma atenta e prolongada escuta da Palavra de Deus. É esta Palavra que ilumina a vida e chama à conversão, infundindo confiança na misericórdia de Deus. Celebrar a Quaresma é juntar-se em mutirão, como povo de Deus, em busca da verdadeira libertação. A dimensão comunitária da Quaresma é, no Brasil, vivenciada e assumida pela Campanha da Fraternidade. Assumindo cada ano uma situação da realidade social, nos ajuda a viver concretamente a experiência da Páscoa de Jesus nas páscoas do povo. A Campanha da Fraternidade se torna, assim, um dos elementos quaresmais que nos ajudam na preparação pascal. Cada comunidade deve procurar a forma de fazer a ligação da Campanha da Fraternidade com a celebração de cada domingo da Quaresma. Oração, jejum e esmola, ao longo da história, sempre foram atitudes, gestos fundamentais nas relações das pessoas entre si, com Deus e com a natureza. À luz das obras penitenciais da Quaresma e no espírito da Campanha da Fraternidade, especificamente sob o enfoque do tema do ano, é necessário descobrir o significado sempre atualizado da oração, do jejum e da esmola. A Quaresma é tempo de uma mais assídua e intensa oração, pessoal e comunitária, entendida como diálogo com o Pai, por Cristo. O exercício da oração está inseparavelmente ligado à conversão, através da qual as pessoas se tornam sempre mais abertas e disponíveis às iniciativas da ação de Deus. O jejum e a abstinência de carne expressam a íntima relação existente entre os gestos externos da penitência, mudança de vida e conversão interior. A esmola, na perspectiva da Campanha da Fraternidade e da Quaresma, confere aos gestos de generosidade humana uma dimensão evangélica profunda, que se expressa na solidariedade. Coloca a pessoa e a comunidade face a face com o irmão empobrecido e marginalizado, para ajudá-lo e promovê-lo. Para celebrarmos melhor o tempo litúrgico da Quaresma valorizando a Campanha da Fraternidade, poderemos responder às seguintes perguntas:

  • Quais os sinais de pecado e de morte que marcam mais a nossa comunidade atualmente? Quais os sinais de vida e ressurreição que a gente gostaria que aparecessem entre nós?
  • Como ligar estes sinais com o mistério que celebramos na Quaresma?
  • Como sentimos o tema proposto pela Campanha da Fraternidade, aqui em nosso bairro, cidade ou região? Qual será o gesto concreto?
  • Haverá batismo na Páscoa? E primeiras comunhões? Como integrar a preparação destes sacramentos com a vivência quaresmal?
  • E as celebrações do sacramento da reconciliação? E a via-sacra?
  • De que maneira podemos encaminhar a Campanha da Fraternidade e as celebrações da Quaresma, para que ajudem a comunidade a melhor celebrar a Páscoa?
  • Haverá outros momentos fortes de oração? Ofício Divino nas Comunidades? Alguma vigília? Quando? Como? Quem prepara?

3 - OS TEMAS DA CF NO SEU CONTEXTO HISTÓRICO

A Campanha da Fraternidade surgiu durante o desenvolvimento do Concílio Vaticano II. O primeiro documento conciliar aprovado foi sobre a Liturgia: Sacrosanctum Concilium. O documento Lumen Gentium, constituição dogmática sobre a Igreja - sua natureza e sua missão evangelizadora - foi também dos primeiros documentos refletidos e aprovados pelo Concílio. O documento Gaudium et Spes, constituição pastoral sobre a Igreja no mundo de hoje - sua presença transformadora, surgiu de um discurso do Cardeal Suenens, no final da primeira sessão. Foi aprovado no final do Concílio. A primeira das Conferências Gerais do Episcopado Latino-americano, após o período conciliar, em Medellín (1968), foi convocada para a implementação do Concílio, no Continente. A reflexão sobre a realidade latino-americana levou a Igreja a enfrentar o desafio da pobreza e da urgente presença transformadora nas estruturas sociais. As Conferências de Puebla, Santo Domingo e a Exortação Pós-sinodal Ecclesia in America acentuaram ainda mais a dimensão social da fé e da vivência cristã, a fim de se superar a situação de marginalização, opressão e exclusão em que vive a maioria do povo, criando-se um clima de comunhão e participação. Os temas da Campanha da Fraternidade, inicialmente, contemplaram mais a vida interna da Igreja. A consciência sempre maior da realidade sócio-econômico-política, marcada pela injustiça, pela exclusão e por índices sempre altos de miséria, fez escolher como temas da Campanha aspectos bem determinados desta realidade em que a Fraternidade está ferida e cujo restabelecimento é compromisso urgente da fé. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 Regionais da CNBB, que recolhem sugestões das Dioceses e estas, das paróquias e comunidades. Alguns pontos de referência na escolha dos temas são: · aspectos da vida da Igreja e da sociedade (eventos especiais, como centenário da Rerum Novarum em 1991 - Solidários na Dignidade do Trabalho; ano da família em 1994 - A Família, como vai?); · desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e religiosos da realidade brasileira; · as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e documentos do Magistério da Igreja Universal; · a Palavra de Deus e as exigências da Quaresma. Ao longo dos mais de trinta anos, podem ser destacadas as seguintes fases nos seus temas: 1ª FASE: EM BUSCA DA RENOVAÇÃO INTERNA DA IGREJA 1) Renovação da Igreja CF-64: Tema: Igreja em Renovação Lema: Lembre-se: você também é Igreja CF-65: Tema: Paróquia em Renovação Lema: Faça de sua paróquia uma Comunidade de fé, culto e amor 2) Renovação do Cristão CF-66: Tema: Fraternidade Lema: Somos responsáveis uns pelos outros CF-67: Tema: Corresponsabilidade Lema: Somos todos iguais, somos todos irmãos CF-68: Tema: Doação Lema: Crer com as mãos CF-69: Tema: Descoberta Lema: Para o outro, o próximo é você CF-70: Tema: Participação Lema: Participar CF-71: Tema: Reconciliação Lema: Reconciliar CF-72: Tema: Serviço e Vocação Lema: Descubra a felicidade de servir 2ª FASE: A IGREJA SE PREOCUPA COM A REALIDADE SOCIAL DO POVO, DENUNCIANDO O PECADO SOCIAL E PROMOVENDO A JUSTIÇA (Vaticano II, Medellín e Puebla). CF-73: Tema: Fraternidade e Libertação Lema: O egoísmo escraviza, o amor liberta CF-74: Tema: Reconstruir a Vida Lema: Onde está o teu irmão? CF-75: Tema: Fraternidade é Repartir Lema: Repartir o Pão CF-76: Tema: Fraternidade e Comunidade Lema: Caminhar juntos CF-77: Tema: Fraternidade na Família Lema: Trabalho e justiça para todos CF-78: Tema: Fraternidade no Mundo do Trabalho Lema: Trabalho e Justiça para Todos CF-79: Tema: Por um Mundo mais Humano Lema: Preserve o que é de todos CF-80: Tema: Fraternidade no mundo das Migrações, Exigência da Eucaristia Lema: Para onde vais? CF-81: Tema: Saúde e Fraternidade Lema: Saúde para todos CF-82: Tema: Educação e Fraternidade Lema: A Verdade vos libertará CF-83: Tema: Fraternidade e Violência Lema: Fraternidade sim, Violência não CF-84: Tema: Fraternidade e Vida Lema: Para que todos tenham Vida 3ª FASE: A IGREJA SE VOLTA PARA SITUAÇÕES EXISTENCIAIS DO POVO BRASILEIRO CF-85: Tema: Fraternidade e Fome Lema: Pão para quem tem fome CF-86: Tema: Fraternidade e Terra Lema: Terra de Deus, Terra de Irmãos CF-87: Tema: A Fraternidade e o Menor Lema: Quem acolhe o Menor, a Mim acolhe CF-88: Tema: A Fraternidade e o Negro Lema: Ouvi o Clamor deste povo! CF-89: Tema: A Fraternidade e a Comunicação Lema: Comunicação para a Verdade e a Paz CF-90: Tema: A Fraternidade e a Mulher Lema: Mulher e Homem: Imagem de Deus CF-91: Tema: A Fraternidade e o Mundo do Trabalho Lema: Solidários na dignidade do Trabalho CF-92: Tema: Fraternidade e Juventude Lema: Juventude - Caminho Aberto CF-93: Tema: Fraternidade e Moradia Lema: Onde Moras? CF-94: Tema: A Fraternidade e a Família Lema: A Família, como vai? CF-95: Tema: A Fraternidade e os Excluídos Lema: Eras Tu, Senhor?! CF-96: Tema: A Fraternidade e a Política Lema: Justiça e Paz se abraçarão! CF-97: Tema: A Fraternidade e os Encarcerados Lema: Cristo liberta de todas as prisões! CF-98: Tema: A Fraternidade e a Educação Lema: A serviço da vida e da esperança! CF-99: Tema: Fraternidade e os Desempregados Lema: Sem trabalho... Por quê? CF ECUMÊNICA 2000 - NA CELEBRAÇÃO DO GRANDE JUBILEU DA ENCARNAÇÃO, A CAMPANHA DA FRATERNIDADE FOI REALIZADA PELO CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS DO BRASIL (CONIC), COM O TEMA: "DIGNIDADE HUMANA E PAZ" E O LEMA: "NOVO MILÊNIO SEM EXCLUSÕES". CF-2001: Tema: Campanha da Fraternidade Lema: Vida Sim, Drogas Não! CF-2002: Tema: A Fraternidade e os Povos Indígenas Lema: Por uma terra sem males! CF 2003: Tema: A Fraternidade e as Pessoas Idosas Lema: Vida, Dignidade e Esperança!

4 - O SERVIÇO DE COORDENAÇÃO E ANIMAÇÃO DA CF

A CF é um programa global conjunto dos Organismos Nacionais, do Secretariado Nacional da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e das Igrejas Particulares, sempre realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, como já foi dito. E, agora, depois do “Projeto Rumo ao Novo Milênio”, ela se insere na preparação do lançamento do Projeto "Ser Igreja no Novo Milênio" (SINM). É preciso, assim, que a equipe de coordenação da CF conheça o “Projeto SINM”, para que não fique fora desta ação conjunta, proposta pela Igreja no Brasil. Desde 1963, com o Plano de Emergência, e 1966, com o Plano de Pastoral de Conjunto, a ação evangelizadora (pastoral) da Igreja vive um processo de planejamento abrangente. Este processo tem as Diretrizes como fundamentação e inspiração e se expressa no Plano de Pastoral, elaborado de forma muito participativa e em diversos âmbitos. A busca desse planejamento, sempre mais participativo, requer envolvimento dos agentes de pastoral, das equipes de coordenação e animação, dos conselhos e outros órgãos a serviço do crescimento da vida comunitária. A realização da CF, como programa global conjunto, é exercício e expressão de planejamento participativo e de articulação pastoral, decorrente da própria natureza da Igreja-comunhão. A articulação: · favorece o desenvolvimento dos carismas eclesiais de maneira orgânica; · distribui tarefas e define as atribuições das diversas pastorais, organismos, movimentos e grupos; · envolve um maior número possível de interessados, na reflexão, na decisão, na execução e na avaliação. Para uma eficaz e frutuosa realização da CF, como de todo programa pastoral, é indispensável reavivar, a cada ano, o processo de seu planejamento. Isto não acontece sem a constituição de equipes de trabalho, de coordenação entusiastas, dinâmicas, criativas, com profunda espiritualidade e zelo apostólico. Em muitos Regionais, Dioceses e Paróquias, a animação da CF é assumida pela respectiva equipe de Coordenação Pastoral, com o estabelecimento de uma Comissão específica para a CF. Este procedimento poderá favorecer uma maior integração, evitando paralelismos. Poderá, por outro lado, apresentar o risco De a CF “ser de todos e, ao mesmo tempo, de ninguém”. Especial tarefa e compromisso das equipes, nos seus diversos níveis, deve ser a desrotinização da Campanha. A CF não é a mesma a cada ano. Evitando a novidade pela simples novidade, as equipes saberão utilizar-se de criatividade para realizá-la, todos os anos, como algo realmente novo. 4.1 – Equipe Regional da CF Compete-lhe: ·estimular a formação, o assessoramento e a articulação das equipes diocesanas; ·planejar a CF em nível regional: o que organizar, quem envolver, que calendário seguir, onde e como atuar. Atividades que poderão desenvolver: Antes da Campanha: ·realizar Encontro Regional para o estudo do Texto-base, a fim de descobrir a melhor forma de utilização das peças e subsídios de divulgação; ·definir atividades a serem assumidas conjuntamente nas Dioceses, Paróquias e Comunidades; ·verificar a possibilidade da produção de subsídios adaptados à realidade local; ·possibilitar a troca de informações e o repasse de subsídios, relacionados ao tema, produzidos em âmbito mais local ou provenientes de outras fontes e regiões; ·constituir equipes e/ou indicar pessoas que possam prestar serviço de assessoria. Durante a Campanha: ·descobrir formas de estar em permanente contato com as equipes diocesanas, para animação e intercâmbio das experiências mais significativas; ·possibilitar o acompanhamento das atividades comuns programadas. Depois da Campanha: ·promover um novo encontro regional de avaliação; ·providenciar a redação e o envio da síntese Regional da avaliação à Secretaria Executiva Nacional da CF, dentro do cronograma previsto; ·definir a participação regional no encontro nacional de avaliação e planejamento da CF; ·repassar às Dioceses a avaliação nacional e outras informações. 4.2 – Equipe Diocesana da CF Compete-lhe: ·estimular a formação, assessorar e articular as equipes paroquiais; ·planejar, em nível diocesano: o que realizar, quem envolver, que calendário seguir, como e onde atuar. Atividades que poderão desenvolver: Antes da Campanha: ·encomendar os subsídios necessários para as paróquias, comunidades religiosas, colégios, meios de comunicação, movimentos de Igreja; ·programar a realização de encontro diocesano, para estudo do Texto-base, buscando a melhor forma de utilizar as diversas peças da Campanha; ·definir atividades comuns nas paróquias; - promover o intercâmbio de informações e subsídios; ·sugerir a escolha do gesto concreto; - estabelecer uma programação especial de lançamento; ·constituir equipes para atividades específicas; ·informar da existência e repassar subsídios alternativos. Durante a Campanha: ·acompanhar as diversas equipes existentes; ·verificar o andamento das atividades comuns programadas; ·manter freqüente contato com as paróquias, para perceber o andamento da Campanha; ·conferir a chegada dos subsídios a todos os destinatários em potencial; ·alimentar com pequenos textos motivadores (release) os Meios de Comunicação Social. Depois da Campanha: ·promover encontro diocesano de avaliação; ·cuidar da redação final e do envio da síntese da avaliação à equipe regional; ·participar do encontro regional de avaliação; ·repassar às equipes paroquiais a avaliação regional e outras informações; ·realizar o gesto concreto e garantir o repasse da parte da coleta para a CNBB Regional e Nacional; ·fazer com que a Campanha se estenda por todo o ano, repassando outros subsídios que forem sendo publicados. 4.3 – Equipe Paroquial da CF A Campanha da Fraternidade acontece no varejo, nas famílias, nos grupos e nas comunidades eclesiais, articulados pela paróquia. Como em relação a outras atividades pastorais, o papel do pároco ou da equipe presbiteral é preponderante. Mesmo que, por vezes, muitas coisas aconteçam bem, sem ou até apesar do pároco, tudo anda melhor quando ele estimula, incentiva, articula e organiza a ação pastoral. Em toda paróquia, pastoralmente dinâmica, não faltarão equipes de serviço para tudo que for necessário. O Conselho Paroquial de Pastoral, já constituído na maioria das Paróquias, por si ou pela constituição de comissão específica, garantirá a realização articulada e entusiasta da Campanha da Fraternidade. Atividades que poderão desenvolver: Antes da Campanha: ·providenciar o pedido de material junto à Diocese; ·programar um encontro paroquial para estudo do Texto-base e descoberta da melhor maneira de serem utilizadas as diversas peças de reflexão e divulgação da CF; ·definir as atividades a serem assumidas conjuntamente; ·estabelecer a programação da abertura, em âmbito paroquial; ·buscar, juntos, os meios para que a CF possa atingir eficazmente todos os espaços e ambientes da realidade paroquial; ·planejar um gesto concreto comum e a destinação da coleta da CF. ·realizar encontros conjuntos ou específicos com as diversas equipes paroquiais, para programação de toda a Quaresma e Semana Santa; ·prever a colocação do maior número possível de subsídios da Campanha. Durante a Campanha ·intensificar sua divulgação; ·conferir a chegada dos subsídios aos destinatários; ·motivar sucessivos gestos concretos de fraternidade; ·realizar a coleta. Depois da Campanha: ·avaliar sua realização, encaminhando a síntese à Coordenação Diocesana; ·marcar presença no encontro diocesano de avaliação; ·repassar às lideranças da paróquia as conclusões da avaliação diocesana; ·realizar o gesto concreto e garantir o repasse da parte da coleta à Diocese, ao Regional e à CNBB Nacional; ·fazer com que a Campanha se estenda por todo o ano, repassando outros subsídios que forem sendo publicados.

5 - DIVULGAÇÃO DA CAMPANHA 2003

Preparar o lançamento da CF Os agentes de comunicação, responsáveis pelo trabalho de divulgação da CF, devem usar todos os meios de comunicação a que a comunidade tem acesso, desde os avisos nos finais das celebrações, até meios de maior amplitude, como rádio e TV, procurando seguir as quatro fases das campanhas de publicidade:

1.Fase de alerta: vem aí uma Campanha da Fraternidade diferente! 2.Fase de interesse: será sobre as pessoas idosas, que cada vez mais se fazem presentes na nossa sociedade. 3.Fase de adesão: Vamos aprender como o cristão deve posicionar-se em relação à situação das pessoas idosas, anunciando uma boa notícia de esperança. 4.Fase de execução: Participe da Campanha, durante esta Quaresma, em sua casa, na escola, no trabalho, no bairro, na Igreja!

Chegar aos meios de comunicação social É importante fazer visitas às emissoras de rádio e de TV, jornais e revistas, para explicar a Campanha, pedir espaço para a propaganda e entregar em mãos as peças publicitárias para divulgação. É possível conseguir divulgação gratuita porque a Campanha já tem uma reputação formada pelo trabalho realizado em anos anteriores. O filme e o spot podem ser colocados no ar dezenas de vezes ao dia, em horários diferentes. Se a equipe local não tiver recebido em mãos essas duas peças, poderá gravá-las por ocasião do lançamento da Campanha, que é feito em rede nacional de rádio e televisão. Artigos para a imprensa, numa série de 12, poderão ser publicados duas vezes por semana durante a Quaresma, no mesmo lugar e página do jornal.

Educar para a recepção A sensibilidade para o tema: "A Fraternidade e as Pessoas idosas" pode ser alimentada ou anestesiada por aquilo que nos chega através dos meios de comunicação. Uma parte importante do trabalho da CF será a leitura crítica do que temos na televisão, no rádio, nos discos, nas novelas e noticiários. Não se trata de incentivar uma televisão moralista ou a mera denúncia de tudo o que nos chega do mundo dito profano. Queremos formar um receptor ativo, capaz de discernir, de dizer a sua palavra, de afirmar seus valores e compreender o que acontece dentro de si, quando recebe a Comunicação Social.

Criar meios alternativos de comunicação Podem ser adesivos, camisetas, réguas, canetinhas, jornaizinhos locais, folders, faixas ou outros objetos com o lema da Campanha. Volantes podem ser distribuídos em consultórios ou transporte público. Outras atividades de divulgação seriam: programas de alto-falante, peças de teatro, festival de canções, exposição de artes plásticas, mural com recortes de jornal que ilustrem o tema.

6 - CONHECENDO AS PEÇAS DA CF 2003

Texto-base, a nossa primeira ferramenta

Os agentes devem conhecer e estudar o Texto-base. Só se fala com entusiasmo daquilo que se conhece bem. O texto deve ser posto ao alcance da comunidade. Veja como facilitar a sua distribuição. O Texto base é ponto de partida para a reflexão. Seu conteúdo deve ser comunicado através dos meios adequados à situação de cada receptor e será enriquecido pela reflexão e pela experiência de todas as pessoas envolvidas. Escolas, universidades, centros de estudo e bibliotecas devem ter o Texto-base antes do início da Campanha a fim de que possam estar preparados para as pesquisas e atividades de estudo que acontecerão durante a Quaresma. Entrega-se o Texto-base para os jornais, rádio e TV, para jornalistas e formadores de opinião pública, para que possam ter contato com o tema bem antes do dia do lançamento da Campanha. Com adequada antecedência, deverá ser buscado um encontro com as autoridades constituídas do Executivo, Legislativo e Judiciário. Nessa ocasião, entrega-se o Texto-base, para que possam inteirar-se dos objetivos e dos conteúdos da CF.

Texto Fraternidade Viva

Os textos da coleção Fraternidade Viva são versões do Texto-base, com uma apresentação gráfica mais atraente e um estilo de redação mais leve. São pensados em função das camadas populares e dos grupos de jovens e adolescentes que poderiam achar pesado o Texto-base original. O texto Fraternidade Viva também pode ser entregue aos formadores de opinião (jornais, revistas, TV) e outras pessoas identificadas como potenciais parceiros da CF. Não deve ser distribuído indiscriminadamente, para se evitar desperdício de material. Universidades, escolas e bibliotecas devem recebê-lo com antecedência. Será bom fazer-se uma entrega pessoal aos professores, incentivando seu uso como material paradidático. Projetos interdisciplinares, com a colaboração de professores de Ensino Religioso, Estudos Sociais, Comunicação e Expressão, Artes, podem surgir com base nesse material. Em certos casos, pode funcionar como brinde promocional.

Cartaz

É a identificação mais imediata da Campanha. Deve ser exposto em lugares públicos, no ângulo superior direito, ponto focal que concentra imediatamente a atenção de quem entra na igreja, no bar, no supermercado, na barbearia, na rodoviária. Existem vários tamanhos de cartaz, além de pequenos adesivos que o reproduzem. Assim podemos adaptar-nos a qualquer tipo de espaço. Com uma carta, um ofício ou mesmo uma dose de fraterna e simpática ousadia é possível que um grupo de voluntários torne a Campanha presente em toda a parte. A distribuição dos cartazes deve ser feita antes da abertura oficial da Campanha, para criar um clima de expectativa e preparar o lançamento. Em escolas, é recomendável colocar o cartaz de tamanho médio em cada sala de aula e o cartaz grande nos pátios. Nos ambientes de comércio, além do cartaz grande, é interessante colocar o adesivo em local visível, junto ao caixa, por exemplo. O cartaz pequeno pode ser colocado em papelógrafos maiores, confeccionados pela comunidade para dar aviso sobre as atividades locais da Campanha. Esse material se presta a vários tipos de dinâmica de reflexão em grupo e motivação para a oração. Podem ser criados cartazes artesanais alternativos. O cartaz pode ser recortado em forma de quebra-cabeça e reconstruído pelo grupo à medida que são estudadas as questões relativas ao tema e são oferecidas propostas de ação. O cartaz pode inspirar poesias, canções, dramatizações, etc.

Outdoor (cartaz de rua)

Na comunicação urbana a presença de um outdoor provoca um impacto significativo. A equipe da CF de cada cidade deve empenhar-se para conseguir o maior número de placas para instalar o outdoor, ao menos uma semana antes do lançamento. Uma possibilidade para se conseguir espaço grátis, é solicitar que as empresas e/ou comerciantes que anunciam através de outdoor cedam, durante a CF, o seu espaço. Outro caminho é dirigir-se às agências de publicidade, proprietárias das placas, e negociar a veiculação da propaganda da CF. Em algumas cidades, a própria comunidade religiosa constrói as placas para fazer a CF presente no bairro.

Adesivo

É uma peça publicitária de larga aceitação e muito simpática às crianças e jovens. É interessante que o adesivo seja distribuído gratuitamente a quem fez uma doação à Campanha. Pode ser organizada uma gincana ou um pedágio com adesivos, com a colaboração de jovens e crianças. Ele serve também para visualizar a Cf em locais menos amplos (vidros de carros, caixas registradoras do comércio, portas de residências) e como forma de personalizar pastas e objetos da Campanha.

Postal

Nossa correspondência pessoal e eclesial também é meio de divulgação da Campanha. O postal funciona muito bem como cartão de Páscoa. Ele é o cartaz da CF em forma reduzida. Pode ter ou não no verso a oração formulada sobre o tema da Campanha e deve ser distribuído na comunidade em quantidades significativas. Pode ser aplicado como ilustração em cartazes, trabalhos escolares, capas de trabalhos e pastas que se referem à Campanha.

Calendário

É uma peça publicitária de grande abrangência. Pode ser colocado em todos os ambientes e permanece o ano inteiro. Deve ser distribuído antes do início do ano e serve como primeira promoção da CF, para ir gerando interesse junto aos que irão promover a Campanha. Suas figuras e mensagens poderão ser o ponto de partida para debates e reflexões que ajudem a divulgar e/ou aprofundar o tema da CF.

Agenda

A agenda de bolso é um brinde muito útil. Deve ser distribuída no início do ano junto aos voluntários, agentes de pastoral e parceiros que irão realizar a CF. Serve para anunciar a Campanha na fase de pré-lançamento, permanece o ano inteiro e se torna um símbolo dos compromissos assumidos.

Spot de TV

É um comercial de trinta segundos, para ser exibido na televisão. Cada equipe local da CF deverá procurar todas as possibilidades, na sua região, de veicular esse spot nas TVs? educativas, comunitárias ou comerciais. Antes de adquirir a cópia, é importante informar-se sobre as opções técnicas e o tipo de cópia que é usado na emissora. O spot pode ser gravado em vídeo e usado como motivação inicial nos grupos de reflexão.

Spot de Rádio

A Cf tem algumas versões de spot para rádio, com a finalidade de divulgar seus principais objetivos. Como se disse a respeito da TV, é importante procurar meios de veicular essas mensagens nas rádios comerciais, educativas ou comunitárias e até em serviços de alto-falante.

Canções da CF

As canções compostas especialmente para a CF devem ser apresentadas e conhecidas pelos grupos de animação, antes do lançamento da Campanha. Aliás, elas contribuirão para a beleza do evento de abertura, ajudando o pessoal a entrar no clima.

Kit de folhetos com envelope

Durante a Campanha, é bom fazer reuniões semanais. Para cada reunião temos um pequeno folder com as idéias principais da CF, que os membros do grupo irão aprofundar. O folder serve também para comunicar essas idéias a outros que não participam da reunião, ou como motivação para convidar mais gente para a próxima reunião. Na última semana é costume fazer-se uma coleta em benefício de alguns projetos que a comunidade tenha assumido, a partir da sua realidade durante a reflexão do tema da CF. Por isso, entrega-se um envelope para as ofertas a serem feitas na ocasião em que cada comunidade considerar propícia. É importante prestar contas do dinheiro arrecadado e de sua destinação.

Roteiros de encontros

A CF tem roteiros especialmente elaborados para alguns grupos (adolescentes e crianças, por exemplo), com linguagem e metodologia adequadas aos destinatários. São sugestões que podem ser adaptadas por quem trabalha com grupos específicos. São formas de envolver e educar diferentes segmentos de nossas comunidades.

Círculos bíblicos - Fraternidade no grupo de reflexão

O roteiro para círculos bíblicos da CF é elaborado principalmente para reuniões nas casas de família. Há também comunidades que têm grupos de reflexão bíblica que se reúnem na igreja. Em outros casos, trata-se de grupos que são formados especificamente para refletir a CF e, muitas vezes, acabam se tornando grupos bíblicos permanentes. Aliás, muita coisa que hoje existe na Igreja nasceu de grupos formados em Campanhas anteriores. É o que acontece, por exemplo, com vários grupos da chamada Pastoral do Menor, frutos da CF que tinha por lema: "Quem acolhe o menor, a mim acolhe". Seria interessante que, ao menos 15 dias antes do lançamento da Campanha, os grupos fizessem a primeira reunião sobre o tema. Os grupos de reflexão este ano têm um seguimento especial, pois eles estarão sendo convidados a viverem o projeto “Ser Igreja no Novo Milênio” e, assim, continuarem sua caminhada, tornando-se verdadeiras comunidades eclesiais. Para formar grupos de reflexão bíblica, onde não houver esse costume, podemos sugerir alguns passos:

  • Localizar os centros ou áreas da comunidade que poderiam ter interesse em formar esses grupos;
  • Identificar pessoas que tenham jeito para coordenar cada grupo;
  • Capacitar os animadores para a reflexão bíblica;
  • Organizar pequenos grupos de 5 a 7 famílias, ou de jovens, ou de casais (conforme as características de cada comunidade) para reuniões nas residências. Planejar reuniões semanais ou quinzenais, conforme a possibilidade do grupo.

A Fraternidade na Escola

A CF 2003 está publicando, juntamente com a AEC, três subsídios para serem trabalhados nas Escolas. Trata-se de um subsídio para estudantes da 1a a 4a séries e outro para estudantes de 5a à 8a séries do ensino fundamental, e o terceiro subsídio é destinado a estudantes do ensino médio. Duas são as características destes subsídios: respeitam os princípios básicos do Ensino Religioso Escolar proposto nas Leis de Diretrizes e Bases da Educação; são de preço acessível para os estudantes da rede pública e particular de ensino.

Celebração Ecumênica

Em continuidade à CF Ecumênica 2000, foi publicado um texto para que sejam feitas celebrações ecumênicas nos ambientes onde católicos e evangélicos refletem, rezam e lutam juntos pela causa do Reino de Deus.

Celebrações

Diversas celebrações são oferecidas pela coordenação da Campanha da Fraternidade no sentido de ajudar as comunidades eclesiais a transformar o lema: "Vida, Dignidade e esperança" em motivo de oração, ligando a fé com a vida.

Celebração da Misericórdia e Vigília Eucarística: a exemplo do que aconteceu nos outros anos, esta peça, dividida em duas partes, é um subsídio para auxiliar as comunidades na caminhada quaresmal.

Via-Sacra da Fraternidade: A Via-Sacra é um exercício de piedade que não pode faltar nas comunidades eclesiais no tempo quaresmal. Ligar esta oração ao tema da Campanha é assumir o compromisso de solidariedade com todas as pessoas idosas.


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