CNLB Santo André
Aprovado em Assembléia Geral no dia 10 de março de 1996 e promulgado pelo Sr. Bispo diocesano D. Cláudio Hummes.
Objetivos
O objetivo geral do CNLB será sempre estabelecido pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e pelo Plano de Pastoral da Diocese de Santo André.
O CDL deverá alcançar os seguinte objetivos específicos:
- Animar e promover a vocação e a missão dos fiéis leigos na sociedade.
- Animar e promover a organização dos fiéis leigos em associações religiosas, movimentos eclesiais, pastorais, grupos e outras formas associativas, para vivência e realização de sua vocação e missão na sociedade, bem como nas comunidades da Igreja (Diocese e Paróquia).
- Despertar os fiéis leigos, a fim de que desenvolvam uma consciência crítica de sua fé, para uma ação transformadora da sociedade, partindo de uma analise sócio-econômica, política cultural e religiosa, de um aprofundamento bíblico-teológico, à luz da Evangélica opção preferencial pelos pobres.
- Estimular a participação permanente dos fiéis leigos nos processos de planejamento, decisão execução e avaliação da Ação Pastoral e Evangelizadora da Igreja no Brasil, na Diocese de Santo André.
- Incentivar e subsidiar a formação dos fiéis leigos para que participem de associações, sindicatos, partidos políticos, meios de comunicação social, movimentos populares e outros, à luz da fé e do Evangelho.
- Ser instrumento de expressão, comunicação e comunhão dos fiéis leigos e de suas organizações e ser instrumento de representação dos mesmos junto aos setores organizados da sociedade, em nivel Diocesano.
- Ser òrgão de ligação com o Conselho Nacional do Laicato no Brasil- CNLB e o Conselho Regional de Leigos Regional CRLB Sul 1, Incentivar, articular e colocar o leigo na sociedade.
- Elaborar subsídios e prestar assessoria na formação integral e permanente dos fiéis leigos.
- Fornecer subsídios aos fiéis leigos que atuam em organismos pluralistas, a fim de ajudá-los em suas relações com grupos de outras crenças, visando a uma ação conjunta em favor das grandes causas da humanidade.
- Aprofundar e difundir a espiritualidade dos fiéis leigos - comprometidos na Igreja e no mundo.
- Participar das reflexões com as outras Igreja Cristãs, visando à caminhada ecumênica, frente à realidade sócio-econômica, política, religiosa e cultural, exigida pelo Reino de Deus.
Em que se baseia a organização dos cristãos leigos
Pelo Batismo, Os fiéis leigos são incorporados a Cristo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, participando assim da missão de todo o povo cristão.
A dignidade fundamental do cristão leigo que o insere no mistério de Cristo provém do Batismo e o torna membro de Seu corpo e templo do Espírito Santo. Em virtude da comum dignidade batismal, o leigo é co-responsável, juntamente com os ministros ordenados, os religiosos e religiosas na missão da Igreja.
Os leigos são chamados a ser plenamente igreja, não apenas em função da urgência que se coloca hoje de sua participação na missão global da Igreja, mas sobre tudo em virtude de sua vocação batismal. O Papa Pio VII já dizia em 1946: Os leigos são a Igreja A inserção em Cristo através da fé e dos sacramentos da iniciação Cristã é a raiz primeira que dá origem, na base, a todas as vocações e ao dinamismo da vida cristã dos fiéis leigos.
O leigo segundo o documento de Puebla, é o homem da Igreja no coração do mundo e o homem do mundo no coração da Igreja. Sua primeira tarefa é a de construir o Reino de Deus a partir do engajamento nas realidades do mundo. Essa indole secular do leigo é também ressaltada pela Christfideles Laice.
Os leigos são os cristãos mais aptos a modificar, pela força do Evangelho, os critérios do julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fonte inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus.
A organização dos leigos que, desde o Concilio Vaticano II, é vista como sinal de comunhão unidade, recebeu um grande impulso com a publicação da "Christifideles Laici" como conclusão do Sinodo dos Bispos sobre os leigos e vem sendo incentivada de forma crescente sobre tudo na América Latina a partir de Puebla. Mas foi em Santo Domingo que ficou mais explícitoesse incentivo. Também a Igreja no Brasil, através das Diretrizes Gerais e outros documentos, vem incentivando cada vez mais os leigos a se organizarem. Esse apoio fica agora mais explícito ainda com a aprovação por unanimidade das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil pela 33 Assembléia Geral da CNBB.
As conclusões da Conferência de Santo Domingo ressaltam o Protagonismo dos leigos na nova evangelização, na promoção humana e na cultura cristã e recomendam que se favoreça a organização dos fiéis leigos, baseada nos critérios de comunhão e participação e no respeito à liberdade de associação dos leigos na Igreja.
A organização dos leigos não é uma concessão da Igreja hierárquica, mas um direito que promana do Batismo em função do chamado à comunhão na missão da Igreja. Respeitada a devida relação com a autoridade eclesiástica, os leigos têm o direito de fundar associações para fins de caridade ou de piedade, ou para fomentar a vocação cristã no mundo e reunir-se para alcançar em comum esses mesmos fins. Os conselhos de leigos vão nesta linha se fomentar a vocação cristã no mundo e buscam se organizar em plena comunhão com os Pastores conforme recomenda o Documento de Santo Domingo.
O QUE É CONSELHO DIOCESANO DE LEIGOS
O Conselho Diocesano de Leigos - CDL é um organismo de articulação, organização e representação dos cristãos leigos em nível Diocesano. É parte integrante do Conselho Regional de Leigos CRL, os quais por sua vez integram o Conselho Nacional de Leigos-CNLB.
Não se trata de mais um movimento ou pastoral, mas de um organismo que busca integrar os movimento, pastorais e os leigos presentes em outras organizações eclesiais (paróquias, comunidades, associações etc.), organizados em nivel Diocesano, bem como os leigos, inclusive de outras denominações cristãs, comprometidos com a evangelização e não integrados em grupos apostólicos.
Também não devem ser confundidos com os Conselhos Diocesanos de Pastoral, dos quais participam não só leigos, mas também o Bispo, sacerdotes, diáconos e religiosos e cuja função especifica é a de planejar e executar as atividades pastorais da Diocese. Uma função, portanto, prioritariamente ad-intra. Aos Conselhos de Leigos compete antes articulare organizar a ação dos fiéis leigos para que possam melhor cumprir sua vocação e missãona Igreja, mas sobre tudo no mundo, respondendo aos imensos desafios do vasto e complicado mundo da política, da economia, da ciências e das artes... . Dessa forma, embora todos os organismos da Igreja sejam co-responsáveis na evangelização da sociedade como um todo, aos Conselhos de Leigos é atribuida a tarefa imensa e difícil de transformar, por dentro, as estrururas sociais que estão a serviço de um sistema excludente e profundamente injusto, isto significa que sua ação deve ser prioritariamente ad-extra.
PARA QUE SERVE O CONSELHO DIOCESANO DE LEIGOS
Muitas vezes tentamos justificar a criação do conselho de leigos argumentando que os outros segmentos da Igreja já possuem sua organização. Fica a impressão de que estamos nos organizando contra esses outros segmentos ou não ficarmos por baixo´´. Quando na verdade nossa organização deve dar-se para, em comunhão com esses outros setores da Igreja graças a Deus já organizados, podemos realizar a ação evangelizadora e enfrentar nosso inimigo comum que é um sistema perverso de exclusão e uma realidade profundamente desafiante para nós leigos, que temos no mundo, nosso campo especifico de missão. Na tarefa de organizar os leigos, devemos evitar uma visão clerical as avessas, tentando criar uma hegemonia de leigos em subtituição à hegemonia dos clérigos. Na verdade temos é de superar a própria noção de hegemonia, procurando ver a Igreja comocomunidade, com poderes-serviço. (Igreja comunidade de comunidades com poderes-serviço'')
A organização do laicato se coloca hoje como uma tarefa imprecindivel frente ao imenso desafio que é a nova evangelizaçãoproposta pelo Papa João Paulo II ao se aproximar o terceiro milênio da era cristã, coloca frente aos cristãos, qual seja o de superar os limites históricos do nosso cristianismo, por um empenho mais profundo na articulação entre fé e vida; pela superação do mais devastador e humilhante flagelo da miséria extrema a que são submetidos milhões de brasileiros, atingidos por diversas formas de exclusão social, étnica e cultural. Na verdade, esses novos tempos nos colocam diante de problemas e dificuldades decorrente do indiferentismo religioso, do ateismo, do secularismo, do consumismo cujo enfrentamento exige muita coragem e organização.
Quais são, então, os objetivos da articulação e organização do laicato ?
- Em primeiro lugar o de despertar a consciência da identidade, da vocação e missão dos leigos na busca de uma presença efetivamente trnsformadora no mundo e na Igreja;
- Incentivar a vivência da Igreja Comunhão, mediante a troca de experiência e vivências entre os diversos movimentos, pastorais, leigos engajados em paróquias e comunidades, no respeito mútuo e na busca de caminhos comuns;
- criar e incentivar mecanismos para oferecer uma formação integral, gradual e permanente aos leigos, mediante organismos que facilitem a formação de formadores e programem cursos e escolas diocesanas, buscando capacitar os leigos para que possam responder com mais eficácia aos desafios que são chamados a enfrentar num mundo profundamente marcado pelo pluralismo, individualismo, pela crise ética pública e pelo subjetivismo ético na vida privada.
- levar os leigos a descobrirem e vivenciarem sua espiritualidade nos seus ambientes,à moda do sal e do fermento;
- incentivar a articulação e organização dos leigos nos diferentes níveis da Diocese (foranias, Paróquias, Comunidades etc:).
- estimular a participação permanente dos leigos nos processos de planejamento, decisão e execução e avaliação da ação evangelizadora da Igreja;
- representar o laicato junto aos setores organizados da Igreja Católica e outras Igrejas Cristãs e da sociedade;
- fazer-se presente na caminhada ecumênica, incentivando a ligação e comunhão entre leigos católicos e de outras Igrejas Cristãs, na base do povo de Deus.
Da natureza e missão dos leigos
Por leigos entende-se aqui todos os fiéis cristãos, com exceção daqueles que receberam uma Ordem sacra ou abraçaram o estado religioso aprovado pela Igreja, isto é, os fiéis cristãos que - por haverem sido incorporados a Cristo pelo Batismo e constituídos povo de Deus, e por participarem, a seu modo, do ministério (munus) sacerdotal,profético e régio de Cristo - cumprem, na Igreja e no mundo, na parte que lhes compete, a missão de todo povo cristão. O caráter secular é próprio e especifíco dos leigos. Na verdade, os que receberam Ordens sacras - embora possam algumas vezes ocupar-se das coisas temporais, inclusive exercendo uma profissão no mundo - estão destinados, principalmente e diretamente, em virtude de sua especial vocação, ao sagrado ministério; os religiosos, por seu estado, dão preclaro e exímio testemunho de que não é possível transfigurar o mundo e oferecê-lo a Deus sem o espírito das bem-aventuranças. Aos leigos compete, por vocação própria, buscar o Reino de Deus ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo [a lei de] Deus. Vívem no mundo, isto é, no meio de todas e cada uma das atividades e profissões e nas circunstâncias ordinárias da vida familiar e social, as quais como que tecem sua existência. Aí os chama Deus a contribuírem, como que de dentro, a modo de fermento, para a santificação deste mesmo mundo, pelo cumprimento do próprio dever, guiados pelo espírito evangélico; [e os chama também] a manifestarem Cristo aos outros, antes de mais nada pelo testemunho de vida e com a irradiação de sua Fé, Esperança e Caridade. A eles cabe, portanto, muito especialmente, iluminar e ordenar todas as coisas temporais, a que estão intimamente ligados, de tal modo que elas sempre se realizem e cresçam segundo o espírito de Cristo, para louvor do Criador e Redentor.
Da dignidade dos leigos, membros do povo de Deus
Mas se, na Igreja, nem todos caminham pele mesma via, todos, no entanto, são chamados à santidade e recebem a mesma Fé pela justiça de Deus (cf. 2Pd 1,1). E embora alguns, por vontade de Cristo, sejam constituídos para os outros como doutores, dispenseiros dos mistérios e pastores, reina no entanto entre todos verdadeira igualdade quando à dignidade e à ação comum a todos os fiéis para a edificação do Corpo de Cristo. A distinção, pois, que o Senhor estabeleceu entre os ministros sagrados e o restante do povo de Deus implica união, pois os pastores e os outros fiéis estão intimamente relacionados entre si; os pastores da Igreja, seguindo o exemplo do Senhor, estejam a serviço uns dos outros e dos outros fiéis, e estes, por sua vez, prestem, de boa vontade, colaboração aos pastores e doutores. Assim, na variedade, todos dão testemunho da admirável unidade do Corpo de Cristo: pois a própria diversidade de graças, de ministérios e de funções reúne num só corpo os filhos de Deus, porque "um só e mesmo Espírito é o que opera todas estas coisas" (1 Cor 12,11).
Do apostolado dos leigos
Os leigos, reunidos no povo de Deus e constituídos num só Corpo de Cristo sob uma só Cabeça, quaisquer que sejam eles, são chamados, como membros vivos, a contribuir para o crescimento e santificação perene da Igreja, empregando todas as forças recebidas por bondade de Crisdor e graça do Redentor. O apostolado dos leigos é participação na própria missão salvífica da Igreja; a este apostolado são destinados todos pelo próprio Senhor ao receberem o Batismo e a Confirmação. Pelos sacramentos, especialmente pela Sagrada Eucaristia, comunica-se e alimenta-se aquela Caridade para com Deus e para com os homens, que é a alma de todo o apostolado. Os leigos são, pois, especialmente chamados a tornar presente e opereante a Igreja naqueles lugares e circunstâncias onde só por meio deles pode ela vir a ser sal da terra. Assim todo leigo, em virtude dos próprios dons que recebeu, é testemunha e ao mesmo tempo instrumento vivo da missão da própria Igreja "segundo a medida do dom de Cristo" (Ef4,7). Além deste apostolado, que pertence a todos os fiéis sem exceção, podem os leigos também ser chamados, por diversos modos, a cooperar mais imediatamente com o apostolado da Hierarquia, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o Apóstolo Paulo na evangelização, trabalhando muito na seara do Senhor (cf Rm 16,3s). Gozam, além disso, de aptidão para serem designados pela Hierarquia para algumas funções eclesiásticas, com fim espiritual. É nobre dever, portanto, de todos os leigos trabalhar para que o plano divino da salvação atija cada vez mais todos os homens, em quaisquer tempos e lugares. Por isso, sejam-lhes dadas amplas oportunidades para que, segundo suas forças e as necessidades dos tempos, participem também eles, ardorosamente, na obra salvífica da Igreja.
Dos leigos, alma do mundo
Cada leigo individualmente deve ser, perante o mundo, testemunha da ressurreição e da vida do Senhor Jesus e sinal do Deus vivo. Todos juntos, cada um na medida de suas possibilidades, devem alimentar o mundo com frutos espirituais (cf. Gl 5,22) e nele infundir o espírito que é próprio dos pobres, dos mansos e dos pacíficos, que o Senhor no Evangelho proclamou bem-aventurados (cf. Mt 5, 3-9). Numa palavra: "o que é a alma para o corpo sejam os cristãos para o mundo".
Pastorais e Movimentos que integram o Conselho de Leigos da Diocese de Santo André.
Veja sobre Pastoral da Comunicação
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VIGÁRIO GERAL Pe. Roberto Alves Marangon Praça do Carmo, 36 - Centro 09010-020 – Santo André/SP Tel.: 4438-2077 – Fax: 4438-2325 E-mail: dioc.santoandre@uol.com.br Expediente na Cúria Diocesana: de 4ª e 6ª feira das 14h às 16h:30
CHANCELER Pe. Décio Rocco Gruppi Tel.: 4438-2077 – Fax: 4438-2325 Expediente: de 4ª e 5ª feira das 14h às 17h
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