O MCC O Movimento de Cursillhos teve seu início na Espanha nas décadas de 1930-1940, por iniciativa da Juventude da Ação Católica Espanhola (JACE) da Diocese de Palma de Maiorca, como atividade de preparação e realização de uma grande peregrinação que levou 80.000 jovens a Santiago de Compostela. Depois disso, em 1948, aqueles cursos de preparação começaram a tomar forma de Movimento. Desde o princípio esse movimento se caracterizou pela existência de um eixo doutrinário específico, ou seja, o anúncio jubiloso do Evangelho, o querigma, através de um método próprio, de cunho essencialmente vivencial, testemunhal. É, desde o princípio, também, a estratégia que o MC adotara para isso era escolher os líderes dos ambientes, convertê-los nos Cursílhos e recolocá-los em seus ambientes de origem com o objetivo de conquistar esses ambientes para Cristo.

Os Cursilhos no Brasil Foi o espírito apostólico de alguns sacerdotes e leigos da Missão Católica Espanhola, então em franca atividade, que fez com que, na Semana Santa de 1962, acontecesse o primeiro Cursilho do Brasil, realizado em Valinhos (São Paulo). O clima pastoral de toda a Igreja era renovação e de grandes esperanças. Em Roma o Concílio Vaticano II caminhava para a sua segunda sessão, enquanto, aqui no Brasil, começava a ser implementado, com entusiasmo, o Plano de Emergência, sugerido pelo Papa Jão XXIII ao Episcopado brasileiro.

É verdade que, aqui no Brasil, os cursilhos não nprocuraram, nos seus inícios, sintonizar-se mais estreitamente com o Plano Pastoral, então emergente, nem buscaram um claro e eficiente entrosamento na pastoral diocesana; durante mais de uma década faltou um diálogo em profundidade que pudesse marcar a identidade do Movimento e suas funções no contexto pastoral nacional. Mesmo com essa falha, não se pode ignorar o imenso bem operado através dos Cursilhos, tanto em milhares de pessoas que reencontraram o caminho da casa do Pai, como em beneficio de tantas Igrejas particulares. Muitos apóstolos foram suscitados e muita ação pastoral, sobretudo intra-eclesial, foi motivada. Além disso pode-se afirmar que o MCC, no Brasil, sempre se distinguiu por seu espírito renovador Surgiram no seio do Movimento, no Brasil, lideranças que levaram a inúmeros Encontros Mundiais, Continentais e Nacionais reflexões, sugestões e experiências que acabaram tendo grande influencia no seu desenvolvimento e progresso em todos aqueles níveis. Um dos momentos mais significativos da história do MCC no Brasil, no que diz respeito ao desenvolvimento de sua maturidade e compromisso de uma maior sintonia com a Pastoral, foi sua Assembléia Nacional de 1979, ocasião em que precisamente D. Cláudio Hummes expôs às lideranças nacionais o espírito e as diretrizes de Puebla que foram assumidas "integral e incondicionalmente" pelo MCC.

Desde então tem sido preocupação constante e ininterrupta do MCC adequar-se à caminhada da Igreja - nâo sei se há outro Movimento de Igreja tão preocupado como o MCC em estudar e assumir os documentos produzidos pela Igreja em nível universal e nacional. Sem contar que, como sua organização nacional segue a mesma divisão dos regionais da CNBB há também um estreito entrosamento com esses níveis.

O MCC na Diocese de Santo André Aqui na Diocese o MCC já completou também seu jubileu de prata - 0 MCC chegou aqui em fins de 68 e, no começo, cumpriu uma função que não é bem a própria do seu carisma - o carisma do MCC é a evangelização ambiental; o MCC quer levar a Boa Nova, o fermento do Evangelho aos ambientesonde os homens estão naturalmente inseridos, e quer levar essa Boa Nova através do testemunho de seus membros que são instados a formar núcleos de comunidades nesses ambientes. Mas eu dizia que no começo o MCC cumpriu uma função diferente porque chegou à Diocese num momento em que muitas das antigas Associações da Igreja mostravam sinais de cansaço e perda/redução da eficácia - era um movimento de vanguarda, moderno e conseguiu trazer de volta para o seio da Igreja um sem-número de batizados que a vida, as circunstâncias tinham afastado dela. Nesse sentido, não há paróquia na Diocese que não conte, entre seus agentes de pastoral, com um grande número de cursilhistas.

Mas o mais importante, é claro, para o MCC, como de resto para a própria Igreja, não é a atuação "ad-intra"; é o leigo atuar fora da Igreja. E é claro que, como Movimento Diocesano, o MCC procurou sempre estabelecer seu plano de ação para atingir os ambientes baseado nas prioridades escolhidas em cada plano de pastoral da própria Diocese. Nesse sentido o MCC tem trabalhado para atingir mais precisamente o ambiente do Ensino, que além de estar nas prioridades pastorais da diocese estará no centro da CF 98. A inculturação do Evangelho e a preparação para o Terceiro Milênio têm também estado no centro das preociupações do MCC não apenas através do estudo dos subsídios mas também através da participação de seus representantes nos grupos criados na Diocese para esse fim.

Como atuar no ambiente é um grave e sério desafio o MCC preocupa-se sobremodo com a formação do leigo. Assim, funciona semanalmente, no antigo Colégio São José, próximo à Matriz, nossa Escola de Formação, que é aberta a toda a comunidade e tem incluído em sua programação inúmeros temas da atualidade e, é claro, o estudo dos subsídios que a CNBB vem publicando sobre o terceiro milênio. Nós gostariamos de poder dizer que este pedaço do mundo, esta igreja particular, é melhor porque há 25 anos se realizam cursílios. Não sei se podemos afirmar isso. O que com certeza podemos afirmar é que é nessa direção que o MCC se esforça - levar a Boa Nova ao mundo, através do testemunho e da palavra dos seus membros em todos os ambientes onde o leigo pode chegar.

Aqui na Diocese, como em todo Brasil e no mundo, surge, agora, um novo desafio: colocar o Movimento de Cursilhos em sintonia com toda a Igreja Católica, especialmente na América Latina e no Brasil, em clima e a serviço da "Nova Evangelização".

Às vésperas do Terceiro Milênio, atendendo à convocação do Papa João Paulo II, o MCC se propõe e se impõe essa enorme tarefa. Sabe-se que diante dela há inúmeras dificuldades, as mesmas inerentes à missão evangelizadora da Igreja em tod o mundo. A passagem de uma cultura de modernidade para a pós-modernidade, seus desafios e suas esperanças, são um estímulo e uma certeza. Um estímulo porque o MCC tem consciência de que é enviado para evangelizar e, ao mesmo tempo, uma certeza porque Ele estará conosco até o fim (Cf. Mt. 28,20)

MOVIMENTO DE CURSILHO DE CRISTANDADE Coordenadora: Adnéia das Neves Gomes Rua Natale Furlam, 93 Bairro Barcelona C.E.P. 09551-040 SCS. Assessor: Conêgo Belisário Elias de Souza


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